segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Mãe e madrinha de judoca medalhista vivem aventuras em Pequim


Mãe e madrinha de judoca medalhista vivem aventuras em Pequim.
Rosemary e Antônia se viram como podem para conhecer a capital chinesa.
O confuso metrô de Pequim, com estações com poucas indicações em inglês, nem é considerado mais um desafio. Rosemary e Antônia, mãe e madrinha da judoca Ketleyn Quadros, medalha de prata nas Olimpíadas, estão em um pequeno e escondido hotel da cidade e até parecem locais. As duas foram para a China após uma caixinha com amigos e pequenos empresários de Ceilândia (DF), onde moram. E não param de se divertir desde que chegaram. - O metrô a gente já conhece todo. É lindo. Vamos para todos os lugares sem nenhum problema. É só falar o endereço que a gente chega. Táxi a gente não tem dinheiro pra pegar. Tem que ser assim - diz Antônia. O hotel onde as duas estão fica perto do centro de Pequim, em uma viela que termina em um hutong, típico beco chinês com casas antigas onde moram dezenas de famílias. - Durante o dia é lindo, é muita vida. Fica um monte de chinês, crianças, cachorros, todo mundo na rua. Eu moraria aqui tranqüilamente. Já estou até fazendo amigos - diz Antônia.
Na região perto do hotel, as duas acharam um mercadinho onde compram algumas mercadorias menos estranhas. Em um dos primeiros dias, erraram a mão ao comprar um iogurte verde com “gosto de xampu”. Mas soltaram um sorriso ao encontrar uma versão chinesa de leite condensado em um tubinho de plástico. Também ali perto, encontraram um salão de beleza, onde fizeram as unhas antes da medalha de Ketleyn. E superam facilmente a barreira da língua. - Eles entendem o que a gente diz. A gente fala um pouco de inglês, um pouco de português, faz uns gestos e sempre dá certo - diz Rosemary. A temporada em Pequim ainda vai durar uma semana. As duas só devem voltar ao Brasil no dia 20, quase uma semana depois da judoca. Só resta decidir se elas vão ou não cumprir a promessa de comer espetinho de escorpião, feita antes da medalha de bronze. - Eu, como madrinha, vou dar a maior força e acompanhar. Mas não vou comer nada - despista Antônia.

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