segunda-feira, 11 de agosto de 2008


Dupla supera derrota no primeiro set e vira contra Uryadova e Shiryaeva.
Foi sofrido, assim como na estréia, mas Ana Paula e Larissa passaram em seu segundo teste nas Olimpíadas de Pequim. Irregular, a dupla superou uma derrota no primeiro set, arrasou as russas Uryadova e Shiryaeva no segundo e suou para fechar o placar em 2 a 1, parciais de 19/21, 21/12 e 15/13 . Com o resultado, as brasileiras garantiram a classificação para as oitavas-de-final das Olimpíadas com uma rodada de antecipação.

A vitória deixa a dupla tranqüila para o último jogo da fase de grupos. As adversárias serão as australianas Barnett e Cook (campeã olímpica em 2000 ao lado de Pottharst), que prometem ser as mais difíceis da chave. O duelo terá início a partir de 1h (de Brasília). Já Uryadova e Shiryaeva encaram as brasileiras naturalizadas Cris e Andrezza, que defendem a Geórgia com os nomes de Saka e Rtvelo, na terça-feira, às 23h.

Russas forçam saque em Ana Paula e largam na frente

O primeiro set começou com um saque errado das russas. Mas a vantagem durou pouco para as brasileiras. As principais virtudes individuais de Ana Paula e Larissa, o bloqueio e a defesa, respectivamente, não apareciam com consistência. Uryadova e Shiryaeva aproveitaram a oportunidade para abrir 5 a 3. A dupla verde-amarela não se deu por vencida. Com um excelente saque de Ana Paula, as atletas conseguiram empatar em 10 a 10. No entanto, as russas conseguiram três pontos em seqüência e esfriaram as brasileiras. Sentindo a queda, Larissa pediu tempo. As russas forçaram o saque em cima de Ana Paula e aumentaram a diferença para quatro pontos, em 16 a 12. Na base da determinação, as brasileiras voltaram a encostar no placar, comandadas pela cearense Larissa. Ana Paula, que não vinha bem, ganhou moral com um ponto de bloqueio e empatou o jogo em 16 a 16. As russas, porém não se abalaram. Alternando bolas na diagonal e largadinhas, fecharam em 21 a 19.

Brasileiras se recuperam e dão show A primeira parcial serviu de aprendizado para as brasileiras, que voltaram com tudo para o jogo no segundo set. Larissa brilhou na recepção e o Brasil passou à frente. Confiante, Ana Paula conseguiu vencer o duelo com Uryadova na rede. Com o jogo em 10 a 6, Shiryaeva fez uma defesa espetacular, e diminuiu a diferença para as russas, mas foi só. Aos poucos, Ana Paula e Larissa se soltaram em quadra, e voltaram a sorrir. As adversárias, em contrapartida, sentiram o bom momento das brasileiras e entregaram o set por 21 a 12.

Emoção até o último minuto Embaladas, as brasileiras abriram 4 a 1 de cara no tie-break. A vitória parecia fácil, mas Ana Paula e Larissa cometeram três erros e as adversárias empataram o confronto. Para sorte das brasileiras, Shiryaeva cometeu sua quarta falha no saque e colocou o Brasil na frente. Ana Paula fez um ace e o time abriu dois pontos de vantagem em 8 a 6. As russas encostaram no marcador, mas o talento e a sorte da dupla verde-amarela falaram mais alto. Com o jogo empatado em 13 a 13, Shiryaeva sacou em cima da linha. O juiz marcou bola fora. Ana Paula não perdeu a oportunidade e bloqueou Uryadova para fechar em 15 a 13.

Algoz de Derly diz que 'humilhou' o brasileiro por causa de 'traição'
Pedro Dias diz que era amigo do judoca, que o traiu saindo com sua namorada quando visitavam São Paulo.
O jornal português "A Bola" divulgou nesta segunda-feira uma entrevista com o judoca Pedro Dias, algoz do brasileiro João Derly nos Jogos de Pequim. O atleta, que acabou eliminado na luta seguinte, afirmou que "humilhou" Derly e disse que tinha "contas a acertar com ele", já, segundo ele, o brasileiro teria saído com a sua namorada quando os dois eram amigos. - É bicampeão mundial, era apontado por todo mundo como favorito e eu não ganhei apenas, Derly foi humilhado no tatame, humilhado por mim. Tinha contas a ajustar com ele. Já fomos grandes amigos, agora somos apenas conhecidos. Aqui só o cumprimentei em respeito ao judô brasileiro. Uma vez, em São Paulo, fui às compras com a mãe dele e mais tarde vim a saber que, enquanto isso, ele estava com a minha namorada. Ele me traiu. Pois é, o Derly gosta de passar a imagem de atleta de Cristo, mas depois... - acusa o português. Pedro Dias explicou que a sua comemoração depois da vitória sobre Derly foi uma homenagem para a sua nova namorada, uma brasileira que mora em Portugal. - Prometi que faria aquele gesto depois de ganhar do Derly. Sempre acreditei que venceria - afirma. A manchete do jornal "A Bola" para a entrevista foi "Matar o traidor e depois morrer", já que Pedro Dias logo foi eliminado.

Mãe e madrinha de judoca medalhista vivem aventuras em Pequim


Mãe e madrinha de judoca medalhista vivem aventuras em Pequim.
Rosemary e Antônia se viram como podem para conhecer a capital chinesa.
O confuso metrô de Pequim, com estações com poucas indicações em inglês, nem é considerado mais um desafio. Rosemary e Antônia, mãe e madrinha da judoca Ketleyn Quadros, medalha de prata nas Olimpíadas, estão em um pequeno e escondido hotel da cidade e até parecem locais. As duas foram para a China após uma caixinha com amigos e pequenos empresários de Ceilândia (DF), onde moram. E não param de se divertir desde que chegaram. - O metrô a gente já conhece todo. É lindo. Vamos para todos os lugares sem nenhum problema. É só falar o endereço que a gente chega. Táxi a gente não tem dinheiro pra pegar. Tem que ser assim - diz Antônia. O hotel onde as duas estão fica perto do centro de Pequim, em uma viela que termina em um hutong, típico beco chinês com casas antigas onde moram dezenas de famílias. - Durante o dia é lindo, é muita vida. Fica um monte de chinês, crianças, cachorros, todo mundo na rua. Eu moraria aqui tranqüilamente. Já estou até fazendo amigos - diz Antônia.
Na região perto do hotel, as duas acharam um mercadinho onde compram algumas mercadorias menos estranhas. Em um dos primeiros dias, erraram a mão ao comprar um iogurte verde com “gosto de xampu”. Mas soltaram um sorriso ao encontrar uma versão chinesa de leite condensado em um tubinho de plástico. Também ali perto, encontraram um salão de beleza, onde fizeram as unhas antes da medalha de Ketleyn. E superam facilmente a barreira da língua. - Eles entendem o que a gente diz. A gente fala um pouco de inglês, um pouco de português, faz uns gestos e sempre dá certo - diz Rosemary. A temporada em Pequim ainda vai durar uma semana. As duas só devem voltar ao Brasil no dia 20, quase uma semana depois da judoca. Só resta decidir se elas vão ou não cumprir a promessa de comer espetinho de escorpião, feita antes da medalha de bronze. - Eu, como madrinha, vou dar a maior força e acompanhar. Mas não vou comer nada - despista Antônia.